Babosa (Aloe vera) Talvez esta seja a planta medicinal mais conhecida do mundo. Utilizada tanto pela população quanto pelas indústrias farmacêuticas e de cosméticos, em praticamente todos os países. Planta natural da África, provavelmente tendo como centro de origem a ilha de Madagascar, se espalhou por todas as regiões de clima quente e ameno. Mesmo onde não apresenta condições ambientais para seu cultivo, a população conhece a famosa Aloe vera, pois é muito divulgada principalmente pela indústria cosmeceutica.
Planta muito rústica, desenvolvendo-se em qualquer tipo de solo, desde que não seja muito úmido. Possui folhas muito tenras, onde armazena muita água e por isso pode passar meses sem receber chuva ou mesmo uma irrigação. Entre a parede celular externa da folha e seu interior, existe canais que armazenam uma substância amarelada de forte odor e rica em antraquinônas. Estas substâncias possuem uma ação irritante da mucosa intestinal. O intestino para "se ver livre" desta irritação começa a absorver menos líquido e aumentar o peristaltismo. Esta característica proporciona a ação laxativa proveniente da Babosa, semelhante à Cascara sagrada e ao Sene. Para melhorar ainda mais sua ação, a mucilagem encontrada no interior das folhas irá reter mais água, impedindo que as fezes fiquem muito ressecadas. Está aí um laxante, ou purgante muito bom, mas existe um pequeno problema. Com o uso muito freqüente, esta irritação da mucosa intestinal pode causar danos ao organismo. O que normalmente se orienta é fazer o uso por períodos curtos e procurar trabalhar a alimentação e os exercícios físicos para melhorar o problema de constipação intestinal.
A babosa ainda possui uma ação cicatrizante fabulosa, tanto interna quanto externa. Pode ser usada para problemas de úlceras e gastrites, além de poder ser adicionar à cremes cicatrizantes de uso externo. Existe muitos trabalhos mostrando sua capacidade anti-tumoral, confirmando um conhecimento que a população já detinha. Possui ação depurativa, melhora o sistema imunológico, apresenta a capacidade de eliminar fecalomas e possui ação hidratante da pele. Muito empregada no oriente para queimaduras pois, além de possuir ação anti-séptica e cicatrizante, promove uma sensação de frescor nas áreas queimadas. É muito empregada no tratamento dos cabelos, fortalecendo-os, dando mais brilho e volume.
De que forma poderemos aproveitar os benefícios da babosa sem correr riscos dos excessos das substâncias irritantes da mucosa intestinal?
Sempre oriento as pessoas a pegarem uma faca bem afiada, cortar uma folha bem desenvolvida, e deixá-la em pé em uma pia para poder escorrer (drenar) os excessos do líquido amarelo de forte odor. Depois de umas 4 a 5 horas, lave bem a folha e seque. Deixe em um local seco e arejado, ou guarde na geladeira. Todo dia corte um pedaço de uns 3 dedos, DESCASQUE, e coma o gel do interior. Este gel não tem gosto e nem cheiro, e nem é preciso mastigar muito, pois acaba escorregando rapidamente para o estômago. Desta forma você estará se beneficiando de todas as ações benéficas da babosa. Outra forma é utilizar cápsulas do pó de babosa onde também se procedeu a drenagem do excesso de antraquinonas antes da secagem de suas folhas. Para uso externo você pode ir até a uma farmácia de manipulação e pedir cremes, loções e xampus à base de babosa, mas peça para adicionar uma alta concentração do extrato, algo em torno de 15 a 20%. Com tanta terra, e tão adaptada às nossas condições edafoclimáticas, o Brasil importa quase que a totalidade dos extratos de babosa que utiliza. Triste situação a nossa, de falta de visão e de valores invertidos.
Prof. Ademar de Menezes
Pata de Vaca (Bauhinia forficata). Estamos diante de uma planta que normalmente gera muita confusão entre as pessoas que a procuram. Estamos falando da Pata-de-Vaca, arbórea que pode chegar a 6 metros de altura, copa frondosa, bonita, e que, em determinada época do ano, lança flores brancas que são muito parecidas com orquídeas. A Pata-de-Vaca pertence ao gênero Bauhinia, que é muito rico em nosso país. Possui várias espécies distribuídas em quase todo território brasileiro, e muitas delas são muito parecidas entre si. O que caracteriza as plantas deste gênero é o formato de suas folhas, que se parece muito com uma pata ou unha de vaca. Se por uma lado esta característica torna fácil a identificação destas plantas, por outro gera uma confusão enorme, pois para a população todas estas especies recebem o mesmo nome popular "Pata-de-Vaca", mas a composição química e conseqüentemente suas ações terapêuticas não são as mesmas, podendo levar a resultados frustrantes no tratamento.
A espécie que estamos tratando é a que possui dois espinhos no ramo onde fica aderido o pecíolo de cada folha, formando uma espécie de forca, daí o nome Bauhinia forficata. Esta espécie já foi muito estudada por pesquisadores financiados com recursos da extinta CEME (Central de Medicamentos do Ministério da Saúde), e o que foi confirmado é sua ação para o controle da diabetes. Não se conhece muito bem como é a ação desta planta em nível fisiológico, mas o pouco que já se conhece permite colocá-la como um grande medicamento da flora brasileira.
No início dos estudos imaginava-se que esta planta ativava as células do pâncreas a produzir mais insulina. Posteriormente alguns pesquisadores informaram que esta planta era rica em Cromo, e era por isso que funcionava no tratamento da diabetes, pois este elemento parece estimular o aumento da produção de insulina. Mais recentemente descobriram que esta planta possui uma molécula quase que idêntica à insulina humana, tanto é que foi denominada de insulina vegetal. Isto foi realmente uma grande descoberta, pois mais uma vez a ciência confirma aquilo que a população já conhecia a muito tempo. Compre extrato de Pata de Vaca clicando aqui.
Não queremos que as pessoas abandonem seu tratamento convencional da diabetes e passe a usar a Pata-de-Vaca de uma forma descontrolada, pois isso pode levar a problemas. Sugerimos que as pessoas entrem em contato com seus médicos e peçam a eles para realizar uma substituição monitorada, para que possam ficar tranqüilas neste processo. Um grave problema que poderia acontecer seria a troca de plantas, ou seja, a pessoa utilizar a Pata-de-Vaca empregada na arborização urbana pensando que é a Bauhinia forficata. O cuidado na compra da matéria-prima por parte das farmácias é de fundamental importância para o sucesso no tratamento, pois como não existe cultivo desta espécie, a sua totalidade ainda é coletada nas matas, podendo levar a possíveis coletas de espécies diferentes da desejada. É importante salientar que a Pata-de-Vaca não possui um efeito curativo, ou seja, a planta não vai curar a diabetes, mas vai manter a taxa de glicose controlada, e para isso deve-se manter o consumo diário da planta.
Prof. Ademar Menezes Jr